sábado, 30 de junho de 2018

368ª Nota - Verdades Esquecidas_1



Quantos naufragaram por dar crédito às novidades profanas!
S. PIO X: Vivemos - ai de nós! - num tempo em que se acolhem e adotam com grande facilidade certas idéias de conciliação da Fé com o espírito moderno, idéias que levam muito mais longe do que se pensa: não somente ao enfraquecimento mas à perda total da fé. Não mais causa espanto ouvir pessoas que se deleitam com as palavras muito vagas de aspirações modernas, de força do progresso e da civilização, afirmando a existência de uma consciência laica, de uma consciência política, oposta à consciência da Igreja, contra a qual, por direito e por dever, se pretende reagir para corrigi-la e reerguê-la. Não provoca estranheza encontrar pessoas que exprimem dúvidas e incertezas sobre as verdades, e mesmo afirmam obstinadamente erros manifestos, cem vezes condenados, e que apesar disso se persuadem de não se terem nunca afastado da Igreja, porque algumas vezes seguiram as práticas cristãs. Ó! quantos navegadores, quantos pilotos e — Deus não o permita — quantos capitães, que, por darem crédito às novidades profanas e à ciência mentirosa do tempo, em lugar de chegarem ao porto naufragaram! — (Alocução de 27-V-1914, por ocasião da imposição do barrete aos novos Cardeais).

Não se favoreçam associações operárias mistas onde elas possam ser católicas
S. PIO X: Quanto às associações operárias, embora seu fim seja proporcionar vantagens temporais aos seus membros, só merecem, entretanto, aprovação sem reserva e devem ser tidas como as mais próprias a assegurar os interesses verdadeiros e permanentes de seus membros, aquelas que foram fundadas tomando por base principal a Religião Católica, e que seguem abertamente as diretrizes da Igreja; - Nós o temos declarado frequentemente, sempre que se Nos tem oferecido ocasião num país ou noutro. Em consequência, é necessário estabelecer e favorecer de todos os modos esse gênero de associações confessionais católicas, como são chamadas, certamente nas regiões católicas, e também em todas as outras regiões em qualquer lugar onde parecer possível atender por meio delas às necessidades diversas dos associados. — (Carta Encíclica "De Consociationibus opificum catholicis et mistas", de 24-IX-1912, ao Cardeal Jorge Kopp, Bispo de Breslau, e aos demais Arcebispos e Bispos da Alemanha).

A França terá sua via de Damasco
S. PIO X: Que vos diremos agora, filhos da França, que gemeis sob o peso da perseguição? O povo que fez aliança com Deus nas fontes batismais de Reims se arrependerá e retornará à sua vocação primitiva. Os méritos de tantos filhos seus que pregam a verdade do Evangelho quase em todo o mundo, tendo-a selado muitos com o próprio sangue, as orações de tantos Santos que desejam ardentemente ter em sua companhia na glória celeste os irmãos, muito amados, de sua Pátria, a piedade generosa de tantos filhos seus que, sem recusar nenhum sacrifício, provêem à dignidade do Clero e ao esplendor do culto católico, e, acima de tudo, os gemidos de tantas crianças que, diante dos tabernáculos, expandem a alma com as expressões que o próprio Deus lhes coloca nos lábios, atrairão certamente sobre esta nação as misericórdias divinas. As faltas não ficarão impunes, mas não perecerá nunca a filha de tantos méritos, de tantos suspiros e de tantas lágrimas.
Dia virá, e esperamos que não esteja muito afastado, em que a França, como Saulo no caminho de Damasco, será envolvida por uma luz celeste e escutará uma voz que lhe repetirá: "Minha filha, porque Me persegues?" E à resposta: "Quem és tu, Senhor?" a voz replicará: "Sou Jesus, a Quem persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão, porque em tua obstinação te arruínas a ti mesma". E ela, trêmula e admirada, dirá: "Senhor, que quereis que eu faça?" E Ele: "Levanta-te, lava as manchas que te desfiguraram, desperta em teu seio os sentimentos adormecidos e o pacto da nossa aliança, e vai, filha primogênita da Igreja, nação predestinada, vaso de eleição, vai levar, como no passado, meu nome diante de todos os povos e de todos os reis da terra". — (Alocução Consistorial "Vi ringrazio", de 29-XI-1911).

O sopro da revolução impele a renegar as glórias passadas da Santa Igreja
S. PIO X: Temos sobre este estado de espírito (dos membros do "Sillon") o testemunho de fatos dolorosos, capazes de arrancar lágrimas, e não podemos, apesar de Nossa longanimidade, reprimir um justo sentimento de indignação. Pois que! Há quem inspire à vossa juventude católica a desconfiança para com a Igreja, sua Mãe; ensina-se-lhe que, decorridos dezenove séculos, Ela ainda não conseguiu, no mundo, construir a sociedade sobre suas verdadeiras bases; que Ela não compreendeu as noções sociais da autoridade, da liberdade, da igualdade, da fraternidade e da dignidade humana; que os grandes Bispos e os grandes Monarcas que criaram e tão gloriosamente governaram a França, não souberam dar ao seu povo nem a verdadeira justiça, nem a verdadeira felicidade, porque eles não tinham o ideal do "Sillon"!
O sopro da Revolução passou por aí, e podemos concluir que, se as doutrinas sociais do "Sillon" são erradas, seu espírito é perigoso e sua educação funesta. — Carta Apostólica "Notre Charge Apostolique", de 25-VIII-1910).
(Extraído de Catolicismo n° 62, fevereiro de 1956)

quarta-feira, 27 de junho de 2018

367ª Nota - Abafar a verdade e o erro é favorecer a heresia




De uma carta a Nicolas Pavillon e Etienne Caulet, que se dispunham a tomar uma posição de neutralidade na luta entre os  jansenistas, cujos erros ainda não estavam condenados, e ortodoxos:

"VEJO (na carta recebida) muitos pensamentos dignos da posição que ocupais... e que parecem inclinar-vos a seguir o partido do silêncio nas presentes dissensões. Não deixarei, porém, de expor-vos algumas razões que talvez vos induzam a mudar de parecer, suplicando-vos, prostrado em espírito a vossos pés, que não o leveis a mal.

E em primeiro lugar, a respeito do temor que manifestais, de que a decisão que se deseja da parte de Sua Santidade não seja recebida com a submissão e a obediência que todos cristãos devem à voz de seu supremo Pastor, e de que o Espírito de Deus não encontre bastante docilidade nos corações para operar neles uma verdadeira união, - de bom grado vos farei presente que, se quando começaram, por exemplo, a aparecer as heresias de Lutero e Calvino se houvesse sobrestado sua condenação até que seus sequazes se mostrassem dispostos a submeter-se e a unir-se aos demais, ainda permaneceriam aquelas heresias no rol das coisas indiferentes, que se pode seguir ou repelir, e teriam infectado a um número muito maior de pessoas. Pois se estas opiniões, cujos perniciosos efeitos nas consciências estamos vendo, são dessa natureza, em vão esperaremos que os que as semeiam se ponham de acordo com os defensores da doutrina da Igreja: isso não se pode esperar nem acontecerá jamais, e diferir a obtenção de sua condenação pela Santa Sé é dar-lhes tempo de espalhar seu veneno...

A propósito do segundo ponto que abordais — a saber, que o calor com que ambos os partidos sustentam sua própria opinião deixa pouca esperança de um perfeito acordo, ao qual, não obstante, seria necessário chegar - sinto-me obrigado a fazer-vos notar que não há jeito de obter a união na diversidade e até contrariedade de pareceres em matéria de fé e de Religião, a não ser recorrendo a um terceiro, que não Pode ser outro que o Papa, na falta de um Concílio. E quem não quer tratar de pôr-se de acordo desta maneira, não é capaz de nenhuma conciliação, a qual, se não for assim, nem sequer é de se desejar, pois as leis nunca se hão de reconciliar com os crimes, nem a mentira se pode pôr de acordo com a verdade.

Em terceiro lugar, essa uniformidade que quereis entre os Prelados seria muito de se desejar, contanto, porém, que se faça sem detrimento da fé, pois não se há de desejar a união no mal nem no erro. E no caso de fazer-se a união, cabe à parte menor volver até a maior, e aos membros reunir-se à sua cabeça, que é o que se propõe...

E daqui se deduz a quarta razão que serve de resposta ao que vos dignastes dizer-me: que ambos os partidos crêem estar com a razão e a verdade. Reconheço que de fato assim é, mas também sabeis que todos os hereges têm dito outro tanto, e isso não os tem livrado da condenação e dos anátemas contra eles fulminados pelos Papas e Concílios. Nunca se entendeu que o acordo com eles fosse um meio de curar o mal, mas, pelo contrário, aplicou-se o ferro e o fogo, — por vezes demasiado tarde, como poderia acontecer aqui. É verdade que um partido acusa o outro, porém com esta diferença: um pede juízes, e o outro não os quer, o que é mau sinal. Não quer o remédio digo eu, da parte do Papa, porque sabe que é possível obtê-lo, e aparenta pedir o do Concilio, porque o crê impossível no presente estado de coisas (a guerra); e se o julgasse possível, repeli-lo-ia também, do mesmo modo que repele o outro. E não seria, em meu entender, motivo de mofa para os libertinos e hereges, nem tampouco de escândalo para os bons, ver que os Bispos estão divididos. Pois... não é coisa extraordinária nos antigos Concílios que nem todos tenham sido do mesmo parecer.

...Quanto ao remédio que propondes, de proibir absolutamente a um e outro partido de dogmatizar, suplico-vos humildemente que considereis que já se tem tentado isso inutilmente, com o único resultado de dar mais consistência ao erro, já que este, ao ser tratado em pé de igualdade com a verdade, tem tido tempo de propagar-se, e está sendo demasiada a tardança em erradicá-lo, de vez que, consistindo esta doutrina não só na teoria, mas principalmente na prática, as consciências já não podem suportar a perturbação e a inquietação que nascem da dúvida que está penetrando nos corações de todos...

Permiti-me também, ..., acrescentar a estas considerações que os que professam estas novidades, ao ver que se temem suas ameaças, aumentam-nas e se preparam para uma rebelião declarada, servindo-se de vosso silêncio como de poderoso argumento a seu favor,... e, pelo contrário, os que se mantêm na simplicidade da antiga crença se acovardam e desanimam vendo que não são enojados por todos. E não tereis um dia o pesar de que vossos nomes houvessem servido - embora contra a vossa intenção, que sem dúvida é santa - para confirmar a uns em sua rebeldia e fazer vacilar aos outras em sua crença?

...Mais uma vez repito, ..., que não há razão para temer que não se obedeça ao Papa, como é de obrigação, quando ele tiver manifestado seu ditame. Pois, além do fato de que essa razão do temor de uma desobediência teria lugar em todas as heresias, e por isso mesmo seria mister tê-las deixado reinar impunemente, temos um exemplo muito recente (na doutrina das duas cabeças da Igreja, a cuja condenação pelo Papa, todos se submeteram)...

("San Vicente de Paul — Biografia y seleccion de escritos", por José Herrera, C. M. e Veremundo Pardo, C. M. — Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1950, pag. 846)

sábado, 28 de abril de 2018

366ª Nota - As Falsas Direitas

 

Uno de los fenómenos más impresionantes, en la crisis angustiosa que padece el mundo de nuestros días, es, a no dudarlo, la falsía, el disimulo, la simulación y la hipocresía, con que hoy el mal se esconde, se disfraza y se adueña progresivamente de las instituciones más sanas y refractarias al influjo del error y del vicio. Son las infiltraciones sigilosas, imperceptibles, que, después de entrar sin ser sentidas, se expanden, y se adueñan, y dominan, y corrompen, y asocian a los incautos a los ataques demoledores de los adversarios; son “las falsas derechas”, que pululan hoy en todas partes, para destruir, desde dentro, engañar a los buenos y paralizar, cuando menos, las legítimas defensas de los que luchamos o queremos luchar por la conservación y defensa de nuestro patrimonio espiritual.

También en la Iglesia o, por mejor decirlo, en los hombres y organizaciones humanas de la Iglesia, abundan, en estos calamitosos tiempos, “las falsas derechas”, los emboscados, los que aparentan defender la Fe y la moral, cuando en verdad la combaten, la falsean y la destruyen. Esta ha sido el arma eficacísima de la conspiración secular judeo-masónica-comunista, para realizar esa que el “Pontífice” llamó “la autodemolición” del catolicismo.

Los enemigos están dentro; aparentan defender nuestra causa; hablan de progreso, de nueva primavera, de acomodamiento, de período difícil de transición; pero, en realidad, dirigen afanosos sus certeros y demoledores golpes hacia la misma meta que persiguen nuestros más rabiosos enemigos. Las infiltraciones en la Iglesia son el peligro más grave, la amenaza más aterradora para el Catolicismo contemporáneo.

Una persecución sangrienta no hubiera sido más funesta para la Iglesia.

Y esas infiltraciones abarcan todo el organismo viviente de la Iglesia. Infiltraciones judaicas, infiltraciones masónicas, infiltraciones comunistas, que todas ellas vienen a ser la misma cosa, Por eso el lenguaje del “progresismo” se asemeja tanto al lenguaje de la Kabala, del talmud, de las logias y sectas esotéricas del comunismo internacional.

No debemos sorprendernos de esta confusión. Ya el mismo Divino Maestro nos lo había predicho “Guardaos de los falsos profetas, que vendrán a vosotros revestidos con pieles de oveja, pero por dentro son lobos rapaces”. El redil se encuentra ahora infestado de esos lobos revestidos con pieles de oveja, que son muchas veces recibidos con honores y halagos por los mismos pastores a cuyo cuidado está la defensa, conservación y bienestar del rebaño.

Charles Davis (ex jesuíta inglés), considerado como uno de los peritos conciliares de mayor significación y como el mayor teólogo británico antes que abandonara la Iglesia Católica, afirma: “Sin dudar un momento, yo admito como un hecho evidente, que hay fuerzas, dentro de la Iglesia Católica Romana, contrarias a su estructura actual, que están tendiendo a la disolución o eliminación de las Instituciones existentes… La presente estructura institucional de la Iglesia Romana implica un particular concepto de la verdad. Si la nueva concepción de la verdad cristiana triunfa en su esfuerzo por ser la dominante, ello originará, en mi opinión, la disolución de esa estructura. Desde este punto, yo creo que los temores de los conservadores están bien fundados”.

Esta es una confesión de parte, hecha por un infiltrado que supo y pudo escalar los altos puestos de la Iglesia, hasta llegar a ser considerado como uno de los “expertos” conciliares. ¡No hay duda! La Iglesia está llena de infiltrados, que pugnan por hacer el juego al enemigo y reformar o reestructurar la obra divina a su antojo y capricho. Con razón escribe el mismo Davis: “Capítulo tras capítulo de volúmenes post-conciliares y de discursos de Rahner, Küng, Schillebeek y otros peritos, claramente demuestran sus puntos de vista completamente anticatólicos y su inconformidad con los resultados actuales del Concilio Vaticano II, para no mencionar otras creencias oficiales católicas”.

Estas infiltraciones no son el fruto de una generación espontánea. Alguien las hizo. Fueron planeadas con tiempo, con paciencia, con experimentos, con dinero. Fueron realizadas con suma habilidad, con tacto exquisito, con inteligencia diabólica. Al observador consciente, que estudia, que compara, que asocia los rasgos semejantes y comunes; no puede pasar inadvertida la presencia de una conspiración universal, que lleva los caracteres inconfundibles del “mecanismo materialista” del judaismo internacional, que, hoy como ayer, pugna por eliminar a Cristo, por destruir la Iglesia.

Las palabras de San Pío X, en su Encíclica dogmática “Pascendi Diminici Gregis”, parecen adquirir un sentido profético: “Hablamos. . . de gran número de católicos seglares y, lo que es aun más deplorable, hasta de sacerdotes, los cuales, so pretexto de amor a la Iglesia, faltos en absoluto de conocimientos serios en Filosofía y Teología, e impregnados, por lo contrario, hasta la médula de los huesos, con venenosos errores debidos en los escritos de los adversarios del Catolicismo, se presentan, con desprecio de toda modestia, como “restauradores” de la Iglesia, y, en apretada falange asaltan con audacia todo cuanto hay de más sagrado en la obra de Jesucristo, sin respetar ni aun la propia persona del Divino Redentor, que, con sacrilega temeridad rebajan a la categoría de puro y simple hombre”.

Y las palabras que siguen en la Encíclica, responden al sofisma con el cual se pretende hoy solapar las herejías y los inauditos desmanes de esos innovadores: “Tales hombres se extrañan de verse colocados por Nos entre los enemigos de la Iglesia. Pero no se extrañará de ello nadie que, prescindiendo de las intenciones, reservadas al juicio de Dios, conozca sus doctrinas y su manera de hablar y obrar. Son seguramente enemigos de la Iglesia, y no se apartará de lo verdadero, quien dijere que ésta (la Iglesia) no los ha tenido peores. Porque, en efecto, como ya hemos dicho, ellos traman la ruina de la Iglesia, no desde fuera, sino desde dentro; en nuestros días, el peligro está casi en las entrañas mismas de la Iglesia y en sus mismas venas; y el daño producido por tales enemigos es tanto más inevitable, cuanto más a fondo conocen la Iglesia”.

Así habla un Papa y un Santo, que no sólo tenía la asistencia del Espíritu Santo, sino que supo en su virtud heroica, en su celo infatigable por la Iglesia y en su total entrega a Dios, corresponder a las gracias y carismas recibidos, para cumplir fidelísimamente su altísima misión. Por eso no teme denunciar a los “infiltrados”, ni llamar con su propio nombre a los enemigos de Dios y de la Iglesia.

Y continúa el Santo Pontífice: “Añádase que han aplicado la segur, no a las ramas, ni tampoco a los débiles renuevos, sino a la raíz de vida inmortal, se empeñan en que circule el virus por todo el árbol y en tales proporciones, que no hay parte alguna de la fe católica donde no pongan su mano, ninguna que no se esfuercen por corromper”.

No creo se pudiera expresar con mayor energía, con mayor claridad, y con mayor luz divina la situación pavorosa, indescriptible, por la que está pasando en su agonía y calvario la Iglesia fundada por Cristo.

Con razón Teilhrad de Chardin prefería permanecer dentro de la vieja estirpe romana, para efectuar, desde dentro su diabólica reforma, no sólo en las instituciones, sino en la misma Fe: una reforma total y radical, llevada a cabo por los enemigos infiltrados en el seno de la Iglesia, con hábitos, con sotanas, con títulos, con prelaturas, tal vez con las más altas dignidades.

Mas, la audacia de los enemigos ha sido mayor; para impedir la reacción saludable, para frustrar toda legítima defensa, ellos han organizado diabólicamente “las falsas derechas”, que, simulando estar con la Tradición, con los grupos que quieren defender la Iglesia, en realidad infiltrán las partes sanas del organismo y secretamente siguen las consignas y apoyan las tácticas calculadas del enemigo. “Las falsas derechas” son más peligrosas, tal vez, que los enemigos abiertos y descarados.

Esta es una táctica también eminentemente judía. Cuando en los Estados Unidos, se organizó una saludable resistencia contra la corrupción y el desorden imperantes, un hebreo se prestó a encabezar ese movimiento. Golwater, antes de su elección como candidato del Partido Republicano, hizo una de las compañas más espectaculares en la historia del pueblo americano, denunciando con energía inaudita los males gravísimos que estaban destruyendo la integridad de la nación. Pero una vez elegido candidato, su campaña fue tan torpe, tan absurda que precipitó inevitablemente la derrota de los republicanos y la paralización trágica de aquella saludable y necesaria reacción.

Es un caso en América, como podríamos también citar otros casos semejantes en Europa. ¿Qué es la Democracia Cristiana? Fachada cristiana y fondo comunista. Un partido que ha comprometido los intereses nacionales, la paz interna de los pueblos donde impera y que cautelosamente ha ¡do preparando el advenimiento del socialismo comunizante. El alcalde de Florencia, La Pira, con sus inexplicables conexiones en el Kremlin y en el Vaticano supo preparar el triunfo cada vez más inminente del comunismo en Italia y tal vez en el mundo.

Otra “falsa derecha” la tenemos en Francia. Casi no me atrevo a nombrarla, porque se muy bien que con su dinero ha logrado “enrolar” a mucha gente. Sin embargo, callar es cobardía. Se trata de la obra de Jean Ousset. Es indudable que su actividad editorial y publicitaria ha sido y es grandiosa. Pero, no hay una lucha franca; no hay una confrontación abierta,- hay un cuidado esmerado en no nombrar nunca al enemigo. Yo he hablado varias veces con Jean Ousset; él ha admitido que mis observaciones son correctas; pero a mí no me han convencido las explicaciones o los argumentos con que él defiende su posición, al parecer, inexpugnable. No quisiera ofender ni lastimar la personalidad de éste escritor católico. Si lo asocio entre las “falsas derechas” es porque sus actos así lo proclaman. De sus internas intenciones yo no juzgo; sólo Dios es el juez de las conciencias.

En España hay también sus “falsas derechas”. Aquí el problema es más espinoso para emitir un juicio categórico. No obstante hay que decir algo de lo mucho que pudiéramos decir. Yo recuerdo, en tiempos ya pasados, aquel grupo fundado por el P. Ángel Ayala, S.J., llamado el grupo de los “Propagandistas católicos”. La ¡dea era magnífica: preparar a los defensores de la Verdad. Sin embargo, no todo fue como se había planeado. Durante la República, Gil Robles, “propagandista católico”, quizo salvar a la Patria y a la Iglesia asociándose al enemigo y jugando con él el juego democrático. De los “propagandistas” salió también don Joaquín Ruiz Giménez, a quien conocimos en México y cuyos “Cuadernos para el Diálogo” han sido y son el escándalo permanente, que, simulando catolicismo, nos hablan de marxismo.

En México hemos tenido muchas “falsas derechas”. Desde los tiempos de la persecución religiosa no faltaron enemigos solapados que, afirmando defender a la Iglesia, hacían pactos secretos con sus enemigos. No hablo de los traidores, no hablo de los Judas que vendieron al Maestro. Estoy hablando de los infiltrados en las organizaciones auténticamente católicas, de los que hablan de lucha y de defensa, pero parecían hacer huelgas de “brazos caídos”; hablo de los que siempre estaban inconformes con lo que otros hacían, de los que eran “largos en contallas y cortos en facellas”; hablo de los que encontraban dificultades e imprudencias en todas las iniciativas, de los prudentes “secundum carnem”.

Los días amargos de la sangrienta persecución religiosa, que deberían haber unido estrechamente a todos los católicos de México, es decir, a todo el pueblo mexicano, fueron en realidad motivos de divisiones, de resentimientos, de amargas inconformidades. Los que habían dado en verdad la batalla, los heroicos cristeros, los miembros de la Liga Defensora de la Libertad Religiosa, la gloriosa A.C.J.M. (Asociación Católica de la Juventud Mexicana), fundada por el R. P. Bernardo Bergoend, fueron postergados, traicionados, olvidados por los defensores de última hora, los oportunistas, que cautelosamente habían pactado con los perseguidores. ¡Así es el mundo!

Para eliminar las legítimas defensas del pueblo mexicano, surgió entonces un partido político y una organización popular apolítica. Los unos luchando en el campo político, haciendo el juego a la democracia, y los otros sufriendo resignadamente las cárceles, los golpes, la misma muerte. PAN y Sinarquismo, dos grupos antagónicos, que estaban cumpliendo su misión histórica: salvar la revolución y permitir que siguiera adelante la progresiva socialización de México.

Ahora, en el campo estudiantil, en el que se están dando las más fuertes e impresionantes batallas, surge una “falsa derecha”, que es traición a su origen y es compromiso consciente con los enemigos y es ataque insidioso y calumnia y mentira organizada. Me refiero a MURO y todas sus sectas ramificadas, que desde la sombra dirige la mano hebrea del Ingeniero Ramón Plata Moreno (*). Yo saludo respetuoso a tantos jóvenes engañados, que están animados de los más nobles anhelos de servir a la Iglesia y a la Patria y que han sido engañados por los dirigentes de MURO. Pero, con igual sinceridad condeno a los traidores, a los dirigentes de esa “falsa derecha”, a los que no tienen escrúpulos para usar los procedimientos inmorales, públicamente conocidos en todo México, que son propios de los más ruines enemigos de la Iglesia y de la Patria.

“GUARDAOS DE LOS FALSOS PROFETAS”; es el consejo del Maestro. “POR SUS FRUTOS LOS CONOCERÉIS”. Tenemos el criterio para juzgarlos y para descubrirlos. Hoy más que nunca hay que estar alerta y evitar esas infiltraciones dentro de los organismos sanos y sinceros.

LAS FALSAS DERECHAS (Escrito durante el desarrollo del mal llamado “Vaticano Segundo”), Pbro. Dr. JOAQUÍN SAENZ y ARRIAGA, S.J. (1899-1976).

(*) Foi amigo e colaborador do Prof. Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP. 
Texto extraído do blogue Moimunan.