“A
técnica da infâmia consiste em inventar duas mentiras e fazer com que o povo
discuta calorosamente qual das duas é a certa.” Ezra Pound (1885-1972), poeta,
músico, tradutor e crítico literário americano.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
331ª Nota - A História Secreta do Brasil_3
“Há
duas histórias, a oficial, mentirosa, Ad Usum Delphini, e a
secreta, em que estão as verdadeiras causas dos acontecimentos, história
vergonhosa.” (Balzac, Les Illusions Perdues – t.III)
O
tráfico de carne humana
DEPOIS de haver sido a terra do pau-de-tinta,
o Brasil era o açúcar e o açúcar era o negro, afirma documentado historiador de
nossos dias. Está de acordo com o velho cronista Antonil que assegura serem os
escravos pés e mãos dos senhores de engenho. É a mesma opinião que se encontra
no Breve discurso sobre o estado das quatro capitanias conquistadas: sem
escravos, os engenhos não podiam moer. Monocultura latifundiária, a da cana de
açúcar, exigia enorme massa de escravos. Florescia, pois, o comércio de carne
humana à medida que prosperava a Indústria açucareira. O suor do negro
cimentava a riqueza do segundo ciclo da colonização. Ligados, o comércio de
escravos e a produção do açúcar, acabariam caracterizando toda a economia
ultramarina. A escravização do índio, tupi ou gé, realizada a principio
brutalmente; depois, legalizada pelas famosas cartas-régias, pelos alvarás e
provisões das guerras de corso e pelas condenações ao cativeiro, não satisfez
as exigências de mão-de-obra para o plantio e moagem da cana. O índio
furtava-se pela fuga, pela resistência, pela selvatiqueza e pela própria morte
ao trabalho braçal, ao papel forçado de coolie
a que o colonizador o queria submeter. Era inadaptável e indomável. Morria aos
montões, de clara o padre Antônio Vieira. E sua captura custava maior desperdício
de gente e de esforços do que a obtenção do transporte dos negros da África.
Demais, o catequizador, alçando a cruz, defendia o indígena e o aldeava. Por
isso, segundo Gilberto Freyre, os jesuítas eram “inimigos terriveis dos
senhores de engenho”. A luta entre padres e escravizadores foi longa e áspera.
Começou em Piratininga com o judeu cohen João Ramalho e terminou, infelizmente,
com a vitória dos escravizadores. Foi mais acesa em São Paulo, porque ali o sítio
merecia melhor acolhida à imigração judia. No Norte, os senhores de engenho
viviam endividados, presos à usura judaica. O judaísmo os manobrava e forçava a
lançar mão do operário africano, que os negreiros, também enfeudados a Israel,
iam buscar do outro lado do oceano Atlântico. Assim, desde os albores do ciclo
do açúcar, começou o emprego da mão-de-obra negra. O horror à atividade manual
e a instituição do trabalho escravo, ambos caracterizadores das colonizações
peninsulares, tiveram como primeiros impulsionadores os judeus de Portugal. A metrópole
estava sob o domínio judaico, que se exercia através de uma rede de créditos,
do giro de fundos, das alianças de sangue, do exercício dos cargos técnicos, da
usura, da agiotagem, da corrupção, da própria influência dos médicos, na quase
totalidade hebreus, no seio das famílias, influência que contrastava até a dos
capelões, curas e confessores. Ali, desde o recuado tempo das monarquias
visigóticas, os judeus haviam se especializado no comércio de escravos. O que
estava de pleno acordo com o código judaico CHOSCHEN HAMISCHPOT, em 227, 26: “É
permitido explorar um não judeu, porque está escrito que não é permitido
explorar seu irmão”. Como negar ainda a intromissão judaica no tráfico de carne
humana, quando um judeu de nota declara textualmente que: “Não há exagero em
afirmar que não há quase fato histórico de importância nos quatrocentos anos de
vida nacional, no qual não tenham influido ou colaborado, ás vezes
proeminentemente, elementos de raça hebraica*”. Ora, que fato de maior
importância histórica para nós do que a escravidão? O comércio de escravos é
tão fundamentalmente semita que sempre foi denominado tráfico fenício.
*Dr. Isaque Izecksom. “A contribuição
judaica na formação da nacionalidade brasileira”, in “Almanaque Israelita do
Brasil”, ed. Samuel Weiner, Rio 1935.
Excerto
de A História Secreta do Brasil (Vol.
1), de Gustavo Barroso, advogado, professor, museólogo, político, contista,
folclorista, cronista, ensaísta, romancista brasileiro, foi membro da Academia
Brasileira de Letras (8/3/1923), da Academia Portuguesa da História, da
Academia das Ciências de Lisboa, da Royal Society of Literature de Londres, da
Academia de Belas Artes de Portugal, da Sociedade dos Arqueólogos de Lisboa, do
Instituto de Coimbra, da Sociedade Numismática da Bélgica, do Instituto
Histórico e Geográfico Brasileiro e de vários estados, das Sociedades de
Geografia de Lisboa, do Rio de Janeiro e de Lima. A 27 de junho de 1919 foi
feito Oficial da Ordem Militar de Cristo, a 7 de junho de 1923 foi elevado
a Comendador da mesma Ordem de Portugal, a 5 de fevereiro de 1941 foi
agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública e a 22 de maio
de 1950 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da
Espada de Portugal.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
330ª Nota - A História Secreta do Brasil_2
“Há
duas histórias, a oficial, mentirosa, Ad Usum Delphini, e a
secreta, em que estão as verdadeiras causas dos acontecimentos, história
vergonhosa.” (Balzac, Les Illusions Perdues – t.III)
Depois de caído
Portugal sob o dominio Espanhol, o número de famílias judaicas no Brasil não
cessou de aumentar*. No reinado de Filipe III, o alvará de 4 de abril de 1601,
conseguido pelo Kahal a peso de ouro, e a bula papal de 23 de agosto de 1604,
que custou à judiaria um milhão e seiscentos mil cruzados, permitiram aos
cristãos-novos deixar as terras peninsulares e sair dos cárceres
inquisitoriais. Mal se apanharam soltos, foram vendendo o que tinham e fugindo.
Assim, quando veio a cobrança do que haviam prometido dar pelo alvará e pela
bula, o rei não conseguiu receber nem a metade. Indignado, o soberano revogou a
licença de salda e estabeleceu a obrigatoriedade dos engenhos brasileiros. Da
Holanda se mandavam por ano, para o Brasil, 3 a 4 mil Bíblias em hebraico, como
já vimos que eram mandadas para a Índia, o que documentam as denunciações do
Santo Ofício. Para o Brasil e para a Europa, o século XVI fora o do
pau-de-tinta, das anilinas, por assim dizer; o século XVII foi o do açúcar. Nas
primeiras décadas do centenário, o desenvolvimento da indústria açucareira se
tornou impetuoso. Em 1610, segundo um viajante observador, era o único meio de
vida. Os preços subiam ao ponto de criar nos senhores de engenho esse delirio
de gastos, grandezas e luxo, que vimos contemporaneamente nos donos de
seringais da Amazônia e nos fazendeiros de café... É o que dizem os cronistas:
Cardim, Soares, Barlaeus, Frei Vicente. Segundo os estudos de J. Lúcio de
Azevedo, em 1610, a produção de açúcar foi de 735 mil arrobas, no valor de 1.500
contos, soma respeitável para a época. O trabalho braçal do escravo, a fortuna
dos fidalgos e sua iniciativa, bem como as de outros portugueses cristãos,
criaram no Brasil o Empório do Açúcar. Nas trevas, unidos os de Portugal, os da
colônia nascente e os da Holanda pelos seus Kahals, os judeus exploram essa
riqueza como intermediários, armadores, especuladores, fornecedores de
capitais, onzeneiros cruéis. Mas isso ainda não é bastante para eles: precisam
apoderar-se do empório, dominá-lo completamente, fazer pesar sua mão-de-ferro
sobre os ricos e senhores de engenho, orgulhosos de sua linhagem e de sua
crença, e tirar vingança dos soberanos peninsulares, arrancando precioso florão
de sua coroa. Os Estados Gerais da Holanda, regurgitando de ouro judaico,
podiam iniciar a desagregação do império colonial luso-espanhol, conquistando o
Brasil, terra do açúcar, e Angola, terra do escravo que plantava a cana, aquém
e além Atlântico. Que têm sido sempre o judeu senão o fermento desagregador dos
impérios e das civilizações? Ele faltaria ao chamamento do seu destino, se não
tentasse abocanhar o empório do açúcar, com expedições pagas e companhias
organizadas com o dinheiro ganho com o próprio açúcar...
*
Solidonio Leite Filho, “Os judeus do Brasil”, 1923, pág. 49. Os portugueses da
Bahia eram geralmente de raça judia, observou o viajante Froger, no fim do
século XVII. Cf. Taunay, "Na Bahia Colonial, pág. 291. Por isso, antes
dele, diz outro viajante, Pyrard de Laval, eram na maioria, criminosos ou
falidos. Como a indústria judaica de falência é antiga!
(Excerto
de A História Secreta do Brasil, de
Gustavo Barroso, Vol. 1)
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
329ª Nota - A história secreta do Brasil
“Há
duas histórias, a oficial, mentirosa, Ad Usum Delphini, e a
secreta, em que estão as verdadeiras causas dos acontecimentos, história
vergonhosa.” (Balzac, Les Illusions Perdues – t.III)
No
dia 24 de janeiro de 1504, D. Manuel fez doação da ilha de S. João a Fernando
de Noronha, a qual foi confirmada por D. João III em 3 de março de 1522. Desta
sorte, antes de dividindo o Brasil em capitanias hereditárias muito antes das
primeiras concessões de sesmarias, origem dos primitivos latifúndios, a coroa
portuguesa alienava uma parte do Brasil, dando-a de mão beijada a um judeu
traficante do pau-de-tinta, que era a anilina daquele tempo.
Terminou
o prazo de arrendamento da costa brasileira em 1506. Fernando de Noronha
agenciou, na corte, sua renovação ou prorrogação, obtendo-a por dez anos, em
troca do pagamento anual de quatro mil ducados, o que deixa ver que os lucros
auferidos no comércio da madeira de tinturaria, único no amanhecer da vida
brasileira, não tinham sido de desprezar. Além da prorrogação, os judeus
obtinham o monopólio do negócio, pois que o rei se obrigava a não permitir mais
o "trato do pau-brasil com a Índia". Era, com efeito, do Oriente que
vinha o pau-de-tinta, berzi, ou verzino, segundo Muratori e Marco Polo. O
descobrimento do nosso País, em verdade, graças às informações levadas pelo
astuto judeu que Vasco da Gama açoitara e conduzira à pia batismal, tivera como
resultado a formação, para empregar a linguagem moderna de um TRUSTE DAS
ANILINAS. Naturalmente, que era o monopólio do comércio da madeira tintória,
desde que o sapang de Java é Ceilão fora corrido dos mercados europeus, senão
isso? tanto assim que os navios do consórcio Fernando de Noronha carregavam por
ano de nossas matas litorâneas a bagatela de "vinte mil quintais da preciosa
madeira"! O primeiro carregamento
foi levado logo em 1503, dois anos após o descobrimento. A famosa nau
"bretôa", que em 1511 veio ao Brasil carregar o pau, batendo a costa
até o Cabo Frio, foi armada e despachada por Fernando de Noronha e seus amigos.
Neste
primeiro capítulo da nossa história, encarada por um método novo e verdadeiro,
se vêem o palco e os bastidores. No palco: a armada de Cabral com as velas
pendentes em que o sol empurpurava as cruzes heráldicas; a cruz erguida na
praia, diante da qual um frade diz a primeira missa; um padrão cravado no solo
virgem da terra descoberta em forma de cruz, a cruz nos punhos das espadas
linheiras que retiniam de encontro aos coxotes de aço fosco; a cruz nas
bandeiras alçadas, os nomes de Vera Cruz e Santa Cruz impostos a toda a nova
região americana: o idealismo cristão, o heroísmo cristão, o sentido cristão da
vida, a propagação da Fé e a dilatação do Império que a gesta dos Lusíadas
cantaria com o ritmo do rolar das ondas.
Nos
bastidores, manobrando os cenários e arranjando as vestiduras, o judeuzinho de
Goa, o cristão-novo Fernando de Noronha, os Cristãos-novos e israelitas do seu
consórcio comercial, inspirados pela sinagoga e pelo kahal, realizando o lucro
à sombra do idealismo alheio; ganhando o ouro à custa do esforço e do sangue
dos outros, apagando o nome da Cruz com o nome do pau-brasil, o que indignou a
João de Barros*; usando a epopeia da navegação e o poema do descobrimento para
a fundação trivial de um monopólio de anilinas...
(*) "Décadas"...
como que importava mais o nome de um pau que tinge panos que daquele pau que
deu tintura a todos os sacramentos por que somos salvos...
(Excerto de A História Secreta do Brasil, de Gustavo
Barroso, Vol. 1)
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
328ª Nota - Frases de Alexander Soljenítsin
A sociedade ocidental se expandiu
em um triunfo da independência humana e do poder. E, de repente, no século XX,
veio a descoberta de sua fragilidade e friabilidade. Vemos, agora, que as
conquistas provaram ser fugazes e precárias, e, também, pontos de defeitos da
visão ocidental do mundo que levaram a estas conquistas.
É preciso que alguém saliente que,
desde os tempos antigos, o declínio da coragem tem sido considerado o começo do
fim.
Humanismo sem a sua herança cristã não
pode resistir ao materialismo. A situação está se tornando cada vez mais
dramática. O Liberalismo, inevitavelmente, foi deslocado pelo Radicalismo; o
Radicalismo tem que se render ao Socialismo; e o Socialismo acaba não podendo
resistir ao Comunismo.
Cento
e dez milhões de russos morreram vítimas do Socialismo...
O pior
do Comunismo não é a opressão, mas a mentira.
Tal como é, a
imprensa se tornou o maior poder nos países ocidentais; mais poderosa,
inclusive, que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
A defesa
dos direitos individuais chegou a tais extremos que tornou a sociedade como um
todo indefesa diante de certos indivíduos. Chegou a hora, no Ocidente, de
defender menos os direitos humanos e mais as humanas obrigações.
À uma
espécie de liberdade destrutiva e irresponsável foi concedido um espaço
ilimitado. A sociedade parece ter pouca defesa contra o abismo da decadência
humana, como, por exemplo, o mau uso da liberdade para a violência moral contra
os jovens, ou seja, imagens em movimento cheias de pornografia infantil, crime
e horror. É considerado como parte da liberdade e, teoricamente, é
contrabalançado pelo direito de os jovens não olharem ou não aceitarem estas
coisas. A vida organizada legalisticamente, assim, demonstrou a sua
incapacidade de defender a sociedade contra a corrosão do mal.
Na sociedade
ocidental de hoje, revelou-se a desigualdade entre a liberdade para as boas
ações e a liberdade para as más ações. Um estadista que queira realizar algo
importante e altamente construtivo para seu país precisa agir cautelosamente,
até mesmo timidamente; existem milhares de críticos afoitos e irresponsáveis à
sua volta, o parlamento e a imprensa o rechaçam. À medida que avança, ele é
obrigado a provar que cada um de seus passos é consistente e absolutamente
impecável. Deste modo, a mediocridade triunfa sob a desculpa das restrições
impostas pela Democracia.
Apenas a
liberdade em nada ajuda a resolver os problemas da vida humana, e ainda
acrescenta uma série de novos.
Há um desastre
que está em curso há algum tempo. Refiro-me à calamidade de uma consciência
desespiritualizada, irreligiosa e desumanizada... Colocamos muita esperança nas
reformas políticas e sociais, apenas para descobrir que estávamos sendo
privados do nosso bem mais precioso: a nossa vida espiritual. No Oriente,
a vida espiritual é destruída pelas maquinações dos partidos no
poder; no Ocidente, os interesses comerciais tendem a sufocá-la.
Se o corpo do
homem está condenado a morrer, a sua missão na Terra, evidentemente, deve ser
de natureza espiritual. Não se deve gozar desenfreadamente a vida cotidiana. A
vida não deve se basear exclusivamente na busca das melhores formas de se obter
bens materiais e, em seguida, alegremente, tirar o máximo proveito deles. Tem
que ser o cumprimento de um dever permanente e sincero, para que esta vida
possa se tornar uma experiência de crescimento moral, de modo que um ser humano
possa permitir que a vida de outro ser humano se torne melhor do que quando
começou. É imperativo rever o quadro generalizado de valores humanos. Sua
incorreção presente é impressionante.
(Alexander Soljenítsin,
Prêmio Nobel de Literatura, autor de “Arquipélago Gulag”)
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