quarta-feira, 26 de julho de 2017

313ª Nota - Vaticano II: concílio ou conciliábulo?


Segundo Wojtyla (1º/9/1980), o conciliábulo Vaticano II tem “um valor único de obrigação”. Este conciliábulo é – para os conciliares – o concílio por excelência. Tem, aos seus olhos, uma infalibilidade e um valor de obrigação que ultrapassa e muito a de todos os outros concílios. Montini (Paulo VI) exclama indignado: “Como pode alguém hoje se comparar a Santo Atanásio (alusão a Mons. Lefebvre), ousando combater um concílio como o Vaticano II, que não tem menos autoridade, e que em determinados aspectos é mais importante que o de Nicéia?” (Montini: Carta a Mons. Lefebvre, 29/6/1975).

Como já expusemos no blogue, não é possível que um Concílio Ecumênico ou Geral ensine ou promova o erro e/ou a heresia.

O Vaticano II é o triunfo de uma corrente herética, chamada “catolicismo liberal” (século XIX), depois “modernista” (século XX). Os ensinamentos do Vaticano II são contrários à fé e à moral.

Podemos estabelecer o seguinte raciocínio: 1º) UM CONCÍLIO ECUMÊNICO OU GERAL É INFALÍVEL (Vaticano I: Dei Filius, c. 3), com a condição de que seja confirmado pelo Pontífice Romano (Codex Iuri Canonici de 1917, cânon 227); 2º) Pois bem, o Vaticano II foi um concílio ecumêncio ou geral. PORÉM, ERRA E PROMOVE O ERRO; 3º) Logo, o homem que confirmou o Vaticano II não foi pontífice romano. Assim, pois, Montini não foi Papa nem o Vaticano II foi um concílio, mas sim um conciliábulo, isto é, uma assembleia de ímpios, cujos atos são golpeados de nulidade.

Um Concílio com o Papa está protegido do erro. Se o Vaticano II se equivoca, isto prova que Montini não foi Papa. Este raciocínio simples e claro deveria bastar. Certos “tradicionalistas” evitam a conclusão deste raciocínio (que prova que Montini foi um impostor). Eles procedem assim: 1º) Recusam o dogma da infalibilidade dos concílios gerais (imitando assim o heresiarca Lutero); 2º) Dizem, ademais, que o Vaticano II não havia posto em jogo a infalibilidade. Segundo eles, esta assembleia teve “um caráter pastoral, porém não dogmático”. Por conseguinte, não haveria nenhuma decisão infalível; 3º) Concluem: como o Vaticano II não comprometeu sua infalibilidade, não se pode provar que Montini não foi Papa. Logo, foi Papa.

Esquecem-se de que o próprio Montini no fim da Dignitatis Humanae aprovou seu texto, usando aforça de sua autoridade suprema de Vigário de Cristo: “Todo o conjunto e cada um dos pontos que foram decretados nesta declaração agradaram os Padres. E Nós, pelo poder apostólico a nós confiado por Cristo, em união com os veneráveis Padres, aprovamos no Espírito Santo, decretamos, estabelecemos e ordenamos que isto, que foi estabelecido no concílio, seja promulgado para glória de Deus. Roma, em São Pedro, em 7/12/1965. Eu, Paulo, bispo da Igreja Católica”.

Assim, a partir do Vaticano II, a liberdade de cultos faz parte da fé católica, porque ela está contida no Evangelho. Negá-la, seria, segundo os próprios termos de Montini citados, ir contra o veredito do Espírito Santo, que falou pelo órgão de um concílio ecumênico infalível.


Enfim, há somente duas opções: ou os defensores dos papas conciliares admitem a licitude, validade e infalibilidade do Concílio Vaticano II, como verdadeiro concílio ecumênico da Igreja, e por consequência se submetem as suas decisões e mudanças, emanadas de seu corpo docente, ou negam e rejeitam como um falso concílio, emanado de uma falsa autoridade/falso papa que o aprovou e confirmou. Não há meio termo!